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Dança Circular

Dança Circular

Neste artigo falarei  sobre uma atividade ainda pouco difundida, especialmente na área da psicologia, mas que mostra ter excelentes resultados na prevenção e tratamento de doenças psíquicas. Trata-se da Dança Circular, atividade onde pessoas se reúnem, geralmente em espaços externos como parques, para dançar coreografias do mundo inteiro.

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Segundo a pesquisadora e coreógrafa Marie-Gabriele Wosien (2002), a dança é a forma artística mais antiga da humanidade, pois era utilizada como expressão das experiências de vida e também transmitir mensagens que ultrapassam até mesmo a fala.

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Tudo bem, mas o que a dança tem a ver com saúde? Em 1947 a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu a saúde como um estado de bem-estar físico, mental e social total e não somente a ausência de doença. Trata-se de uma definição bem abrangente, que contempla a integralidade da assistência, ou seja, o tratamento das doenças deixou de ser pautado apenas na relação corpo e sintoma e passou a ser observada de forma global.

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A Dança Circular se encaixa perfeitamente neste preceito, tanto que passou a ser uma atividade promovida pela Secretaria de Saúde da Prefeitura de São Paulo em vários equipamentos de saúde, como Unidade Básica de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossociais (CAPS) e Centro de Convivência e Cooperativa (CECCO), equipamentos que via de regra contam com profissional psicólogo em seu quadro funcional.

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Mas você deve estar se perguntando, “dançar pode estar relacionado ao bem estar social, do corpo e da mente?”. Siiim, pois é acima de tudo uma atividade física, o que traz benefícios para o corpo, uma prática de socialização, já que é sempre realizada em grupo e por fim é um treinamento de coordenação motora e de concentração tornando-se assim uma arma extremamente eficaz na prevenção de doenças, pois atua em diversos aspectos cognitivos, relação mente e corpo e memória.

 

Para os psicólogos essa é uma ótima possibilidade de atuação, ampliando a visão sobre promoção de saúde e tratamento de doenças. Por ser uma intervenção fora do ambiente de consultório aumenta as possibilidades de interação entre o profissional e seu cliente. Para a população em geral trata-se de uma oportunidade de entrar em contato com a natureza, fazer novos amigos e se desligar dos problemas trazendo o foco para si.

 

Quem tiver interesse em se aprofundar no assunto basta acessar o link abaixo com uma entrevista da focalizadora Vaneri de Oliveira que atua com Dança Circular em São Paulo e o link do site do Grupo Semeia Dança que realiza workshop e capacitação em Dança Circular.

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Bruno Vernilho

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